O panorama

No meio de tanta riqueza que nosso país apresenta, a geração de energias renováveis é um dos principais caminhos de equilíbrio entre a natureza e o incessante consumismo. Inegavelmente a energia solar fotovoltaica será a principal fonte de geração de energia no futuro, e não muito distante, já que em 1 dia o Sol gera de energia o que a população mundial consome em 1 ano. O que acontece é que ainda poucas pessoas conhecem e sabem como funciona.

Mas agora em 2018 a perspectiva já começou a mudar. Na semana passada, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), divulgou que o País alcançou a marca histórica de 1 gigawatt (GW) de potência instalada em usinas de fonte solar fotovoltaica conectadas à matriz elétrica nacional. Com essa potência poderíamos abastecer 1/3 da população do município do Rio de Janeiro, por exemplo. O resultado também coloca o Brasil entre os 30 países do mundo, de 195, com mais de 1 GW de fonte solar. Embora o número represente um avanço, estamos longe do nosso potencial.

 

Falta de incentivo na política nacional

“O Brasil está mais de 15 anos atrasado no uso da energia solar fotovoltaica. Temos condições de ficar entre os principais países do mundo nesse mercado, assim como já somos em energia hidrelétrica, biomassa e eólica. Para isso, precisamos de um programa nacional estruturado para acelerar o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica”, disse o presidente da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, segundo a Agência Brasil. Essa marca resulta do crescimento dos mercados de geração centralizada e geração distribuída solar fotovoltaica em 2017.

Ainda de acordo com o presidente da ABSOLAR, na geração centralizada, contamos com a inauguração de grandes usinas solares fotovoltaicas contratadas pelo governo federal em leilões de energia elétrica realizados em 2014 e 2015. As usinas em funcionamento estão localizadas principalmente nos estados da Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência total de 0,935 GW. Na geração distribuída, também foi registrado avanço no uso pela população, empresas e governos de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias.