Nos dias de hoje, ainda é comum ouvir: ” As placas são caras!”. Mas não são, caro é a conta de luz, os impostos e ainda as bandeiras tarifárias que são recorrentes a cada bimestre. Imagina que você invista um valor X em seu projeto fotovoltaico e não se preocupe mais com as bandeiras, impostos e etc? É possível, é viável e o valor de investimento não é alto como muitos dizem por aí.

A inserção da fonte solar nos Estados Unidos, mais precisamente no estado da Califórnia, pode servir de inspiração para o Brasil. Por lá, houve o consenso em várias partes do estado que o potencial solar era imenso e a sua expansão iria trazer benefícios para a região, como a geração de empregos e a melhoria econômica. De acordo com Arthur Haubenstock, vice-presidente de Governo e Regulação da 8Energy Renewables, a capacidade do Brasil é imensa e tem boas perspectivas. “Se houver um plano adequado ano após ano e os riscos e custos forem reduzidos, o mercado solar no Brasil será tremendo”, explica Haubenstock.

Na Califórnia, o êxito alcançado com a energia solar foi tão grande que uma residência que não tenha o seu telhado solar enfrentará dificuldade em ser comprada, caso seja colocada à venda. “É considerado uma grande vantagem ter um sistema desses lá, quase uma necessidade”, observa. Porém, ele pede cuidado na expansão uma vez que o excesso pode causar algum tipo de dano ao sistema. Ele acredita que o Brasil pode chegar no mesmo patamar, já que vai ter a vantagem de estar em um momento de queda global de preços causada pelo processo já iniciado pela expansão por outros países e ter uma irradiação solar de alta intensidade. “A Califórnia mostrou ao mundo que dá para fazer”, comemora.

Havia a desconfiança sobre a energia renovável, que ela não seria segura e seria mais cara. Uma lei de energia renovável foi aprovada em 2002 por conta de uma crise energética em 2001. Em 2008, o então governador Arnold Schwarzenegger sugeriu a ousada meta de 33% de renováveis e um grande debate foi iniciado, que acabou por auxiliar no deslanche da fonte.

O executivo conta que nos Estados Unidos houve a necessidade da criação de normas e procedimentos para a instalação dos equipamentos, de modo que houvesse uma atuação de maneira segura. A intenção é criar um padrão plug&play, para que o consumidor possa ir a uma loja e comprar uma placa. “Todos estão se reunindo para criar um padrão, porque isso também gera empregos”, aponta. Para ele, quanto maior a demanda internacional por equipamentos solares, menor será o preço da energia. Haubenstock conta que a energia solar já consegue competir com a energia fóssil em algumas regiões e no Texas ela já conseguiu vencer projetos de gás.

Fonte: Governo SP